Chords for CAVALOS - NUNCA MAIS VENDO CAVALOS - RENATO JAGUARÃO
Tempo:
173.35 bpm
Chords used:
B
Em
E
C
A
Tuning:Standard Tuning (EADGBE)Capo:+0fret

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[B] [E]
[A]
[Em]
[E]
[Am]
[Em] [B]
[Em]
Um dia eu vendi o meu cavalo.
[A]
[Em]
[E]
[Am]
[Em] [B]
[Em]
Um dia eu vendi o meu cavalo.
100% ➙ 173BPM
B
Em
E
C
A
B
Em
E
_ _ _ _ _ _ _ _
_ [B] _ _ _ _ _ [E] _ _
_ [A] _ _ _ _ _ _ _
_ _ [Em] _ _ _ _ _ _
_ _ [E] _ _ _ _ _ _
_ _ [Am] _ _ _ _ _ _
_ _ _ [Em] _ _ _ [B] _ _
_ _ _ [Em] _ _ _ _ _
_ _ _ Um dia eu vendi o meu cavalo.
_ Foi num domingo nessas voltas [B] de rodeio.
_ Eu garboso, bem [C] faceiro,
vinha com o pingo a lo largo. _ _
_ [E] _ Me ofereceram um trago e seguimos ali proseando.
_ Logo vieram
[B] ofertando uns trocos no meu picaço. _ _
[Am] Era _ [G] lustroso o bagual, _ [B] calmo como o chirque [E] em barranca.
_ — [C] Mas senão não [E] há quem compra, disse um velho paisano.
_ [Em] Largaram uns trocos no pano e de primeira eu [B] refuguei.
_ Depois logo pensei,
[D#m] andei cuidar do meu [A] pingo. _
Eu [Em] nunca fui de apego, meu rancho é a solidão.
_ [E] Ainda dei o xergão _ e vendi o meu velho [Am] amigo. _ _ _
_ _ Quando [Em] voltava pras casas,
já [B] meio curando o [Em] trago, fui lembrando das andanças que fizemos pelo parco. _ _
_ [G] Lembrei até
de uma [B] noite que se fomou numa barranca.
_ _ Por causa de uma putranca, _ o [Em] picaço enlouqueceu.
[C] _
_ [G] Depois [Em] obedeceu e voltou à [C] compostura.
_ São coisas [B] da [A] criatura, da [C] natureza do [G] bicho.
_ Eu sei [B] bem como é isso.
Comigo se sucedeu.
[Em] _
_ _ _ Mas eu já tinha vendido.
_ Nada [B] mais adiantava.
A _ vida [A] continuava.
Quantos já venderam _ cavalos?
[Em] Uns bons, outros malos.
[E] Mas é coisa da tradição.
_ _ Depois [Am] pegamos outro potro, _ domamos e mais um tá [Em] pronto pras lides de [B] precisão.
_ _ [E] E assim se passaram os anos.
_ _ E nunca mais vi o picaço.
_ [B] Mas ainda tinha a lembrança dessas festas campeiras. _ _
[C] Debaixo de uma [B] figueira,
nós pousamos pra um [Em] retrato.
Eu virado só em dente.
Tamanha _ [B] felicidade.
_ E ele [Am] bem alinhado,
_ [G] com o pescoço arrolhado, [B] _
mostrando _ [E] garbosidade.
[Em] E o tempo foi passando.
_ _ [F#] Eu [Em] segui domando potros,
[B] mas um deu pior que o outro.
Nunca mais tirei pra laço. _ _
_ _ Lembrava do meu picaço manso e bom
defunção.
[Em] _ _ Trazia ele na mão.
Nunca me refugou. _
[Bm] Desde o dia que chegou, [Em] potranco, bem _
[E] ajeitado,
se [Em] acostumou do meu lado.
_ Vivendo [F#m] ali no galpão.
[Em] _ _ _
[B] _ A vida é [Am] cerca [A] tombada.
[G]
Quando se sente saudar,
[B] dói uma _ [Em] _
barbaridade.
O coração em segredo, às vezes marca no peito com a _ roseta na virilha.
_ _ [Bm] Não fica bem pro _ farroupilha [G#m] ter saudade de [A] um cavalo.
Que jeito se vai [E] chorar?
[Em] São coisas
de um macho, sentimento é um relaxo difícil de [Am] adquerenciar. _ _ _
_ Mas o tempo [E] vem solito, _
[B] não traz amadrinhador.
[Em] Num dia desses de inverno, juntando jada no pala, _ eu vinha nos [B] corredor
pensando nas coisas da vida.
_ _ [F] Foi quando vi um cavalo _ [Em] magro ali atirado, _ junto à cerca caída.
[E] _ _ _ Fui chegando mais [Em] pra perto [Am] daquele couro jogado, [Em] os olhos perdidos e tristes, [B]
me _ [Em] perguntei qual
existe a gente mala nesse mundo.
_ Pra tirar assim um grinudo, pra [B] morrer a própria [C] sorte.
_ _ [F#m] Pedi licença
pra [D] morte _ [G#] e me cheguei sem [E] alarde.
_ [C] Eu não creio em divindade, _ _ [Em] _
mas um milagre aconteceu.
[C] _ _ Ali [B] na
pera da cerca, [A] quando me olhou com [G]
tristeza, _ na [B] hora tive a certeza _ que [G] aquele pingo [E] era meu. _ _
[Em] _ Levei ele pro meu rancho, tratei, curei os bichados, [B] te boi e [C] fiquei do lado [B] até ele [F#] melhorar. _ _
Perdão, meu picaço amigo, _ _ agora [B] ficas comigo, _ não te vendo [A] nunca mais.
_ [E] _ [Em] Por mim, pouco importa,
cê já não me serves pra lida.
_ _ [Bm] Aqui será tu a vida até [A] o dia de morrer. _ _
_ _ [E] Talvez não [Em] tenha perdão,
_ _ [E] sofreste em outras mãos o que fiz naquele [Am] dia. _ _
Te vendi [E] por alguns trocado, [B] _ um [Em] amigo não tem
preço.
_ O que fiz _ foi jodiaria, _ _ [B] nunca mais _ vendo cavalos.
[G] _ _ _ _ [B] _ _ _ _ [E] _ _ [B] _ _
_ _ _ _ _ _ _ _
_ _ _ _ _ _ _ _
_ [B] _ _ _ _ _ [E] _ _
_ [A] _ _ _ _ _ _ _
_ _ [Em] _ _ _ _ _ _
_ _ [E] _ _ _ _ _ _
_ _ [Am] _ _ _ _ _ _
_ _ _ [Em] _ _ _ [B] _ _
_ _ _ [Em] _ _ _ _ _
_ _ _ Um dia eu vendi o meu cavalo.
_ Foi num domingo nessas voltas [B] de rodeio.
_ Eu garboso, bem [C] faceiro,
vinha com o pingo a lo largo. _ _
_ [E] _ Me ofereceram um trago e seguimos ali proseando.
_ Logo vieram
[B] ofertando uns trocos no meu picaço. _ _
[Am] Era _ [G] lustroso o bagual, _ [B] calmo como o chirque [E] em barranca.
_ — [C] Mas senão não [E] há quem compra, disse um velho paisano.
_ [Em] Largaram uns trocos no pano e de primeira eu [B] refuguei.
_ Depois logo pensei,
[D#m] andei cuidar do meu [A] pingo. _
Eu [Em] nunca fui de apego, meu rancho é a solidão.
_ [E] Ainda dei o xergão _ e vendi o meu velho [Am] amigo. _ _ _
_ _ Quando [Em] voltava pras casas,
já [B] meio curando o [Em] trago, fui lembrando das andanças que fizemos pelo parco. _ _
_ [G] Lembrei até
de uma [B] noite que se fomou numa barranca.
_ _ Por causa de uma putranca, _ o [Em] picaço enlouqueceu.
[C] _
_ [G] Depois [Em] obedeceu e voltou à [C] compostura.
_ São coisas [B] da [A] criatura, da [C] natureza do [G] bicho.
_ Eu sei [B] bem como é isso.
Comigo se sucedeu.
[Em] _
_ _ _ Mas eu já tinha vendido.
_ Nada [B] mais adiantava.
A _ vida [A] continuava.
Quantos já venderam _ cavalos?
[Em] Uns bons, outros malos.
[E] Mas é coisa da tradição.
_ _ Depois [Am] pegamos outro potro, _ domamos e mais um tá [Em] pronto pras lides de [B] precisão.
_ _ [E] E assim se passaram os anos.
_ _ E nunca mais vi o picaço.
_ [B] Mas ainda tinha a lembrança dessas festas campeiras. _ _
[C] Debaixo de uma [B] figueira,
nós pousamos pra um [Em] retrato.
Eu virado só em dente.
Tamanha _ [B] felicidade.
_ E ele [Am] bem alinhado,
_ [G] com o pescoço arrolhado, [B] _
mostrando _ [E] garbosidade.
[Em] E o tempo foi passando.
_ _ [F#] Eu [Em] segui domando potros,
[B] mas um deu pior que o outro.
Nunca mais tirei pra laço. _ _
_ _ Lembrava do meu picaço manso e bom
defunção.
[Em] _ _ Trazia ele na mão.
Nunca me refugou. _
[Bm] Desde o dia que chegou, [Em] potranco, bem _
[E] ajeitado,
se [Em] acostumou do meu lado.
_ Vivendo [F#m] ali no galpão.
[Em] _ _ _
[B] _ A vida é [Am] cerca [A] tombada.
[G]
Quando se sente saudar,
[B] dói uma _ [Em] _
barbaridade.
O coração em segredo, às vezes marca no peito com a _ roseta na virilha.
_ _ [Bm] Não fica bem pro _ farroupilha [G#m] ter saudade de [A] um cavalo.
Que jeito se vai [E] chorar?
[Em] São coisas
de um macho, sentimento é um relaxo difícil de [Am] adquerenciar. _ _ _
_ Mas o tempo [E] vem solito, _
[B] não traz amadrinhador.
[Em] Num dia desses de inverno, juntando jada no pala, _ eu vinha nos [B] corredor
pensando nas coisas da vida.
_ _ [F] Foi quando vi um cavalo _ [Em] magro ali atirado, _ junto à cerca caída.
[E] _ _ _ Fui chegando mais [Em] pra perto [Am] daquele couro jogado, [Em] os olhos perdidos e tristes, [B]
me _ [Em] perguntei qual
existe a gente mala nesse mundo.
_ Pra tirar assim um grinudo, pra [B] morrer a própria [C] sorte.
_ _ [F#m] Pedi licença
pra [D] morte _ [G#] e me cheguei sem [E] alarde.
_ [C] Eu não creio em divindade, _ _ [Em] _
mas um milagre aconteceu.
[C] _ _ Ali [B] na
pera da cerca, [A] quando me olhou com [G]
tristeza, _ na [B] hora tive a certeza _ que [G] aquele pingo [E] era meu. _ _
[Em] _ Levei ele pro meu rancho, tratei, curei os bichados, [B] te boi e [C] fiquei do lado [B] até ele [F#] melhorar. _ _
Perdão, meu picaço amigo, _ _ agora [B] ficas comigo, _ não te vendo [A] nunca mais.
_ [E] _ [Em] Por mim, pouco importa,
cê já não me serves pra lida.
_ _ [Bm] Aqui será tu a vida até [A] o dia de morrer. _ _
_ _ [E] Talvez não [Em] tenha perdão,
_ _ [E] sofreste em outras mãos o que fiz naquele [Am] dia. _ _
Te vendi [E] por alguns trocado, [B] _ um [Em] amigo não tem
preço.
_ O que fiz _ foi jodiaria, _ _ [B] nunca mais _ vendo cavalos.
[G] _ _ _ _ [B] _ _ _ _ [E] _ _ [B] _ _
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